segunda-feira, 21 de maio de 2012

Fórum da quarta semana de Informática Educativa I

Leiam os textos sobre as primeiras iniciativas do uso dos computadores e tecnologias de comunicação e os impactos gerados nos diferentes projetos que hoje vemos disseminados por todo o país, e discutam aqui no fórum: 

(1) Você participou em alguma destas iniciativas? 
(2) Conhece algum resultado de algum projeto? 
(3) A partir da leitura deste texto sobre a História da Informática Educativa e de sua própria experiência, que pontos você destacaria como problemáticos para que se consiga uma maior disseminação do uso dos computadores nas escolas. 
(4) Que aspectos vem favorecendo a introdução dos computadores na educação?

 Questionamento 1:
Infelizmente não participei ainda de nenhum desses projetos, tanto porque minha experiência na prática pedagógica ainda é muito pequena. O pouco de experiência que tive foi em um trabalho desenvolvido junto a Escola Municipal Jahyra Fonseca Drable, no distrito de Amparo em Barra Mansa, onde pude perceber que apesar de terem um laboratório equipado de computadores, o mesmo não era utilizado nem para fins educacionais e nem para lazer. Utilizamos os computadores como complemento ao nosso projeto, visto que, nossa prioridade era trabalhar a tabuada, pois fomos informados que os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental apresentavam grandes dificuldades em resolver problemas matemáticos que envolvem multiplicação e divisão. Separamos alguns joguinhos de continhas simples para reafirmar que eles haviam compreendido o conceito.


Questionamento 2:
Infelizmente não conheço  nenhum resultado desses projetos,mas,  pude ter uma ideia pelos relatos feitos por alguns colegas.

Questionamento 3:
Antes (30 anos atrás) apontaria como um problema o alto custo dos computadores e a formação de professores
Porém, hoje percebo  alguns pontos problemáticos, o principal deles é o preconceito, principalmente por parte da escola e alguns casos por parte dos professores; outro ponto que destacaria seria a falta de interesse de aprender por parte dos professores, como já foi relatado por nossa colega, afinal buscar conteúdos para se trabalhar no computador, utilizando softwares, vídeos e até mesmo redes sociais dá trabalho, então o professor precisa antes de tudo, querer  mudar a forma de conduzir suas aulas.
Outro ponto não menos importante é a falta de estrutura das escolas.
Questionamento 4:
Destacaria alguns aspectos:
Atualmente o custo do computador caiu bastante e o poder aquisitivo da população vem subindo também. Mas, na minha opinião o que faz de fato a  introdução dos computadores na educação acontecer  é a necessidade do mercado de trabalho, pois a competitividade e a cobrança por currículos melhores, faz com que os profissionais da área da educação fiquem mais “espertos’ em relação ao uso do computador, pois hoje, quem não domina pelo menos o mínimo da máquina, é considerado um analfabeto...



terça-feira, 15 de maio de 2012

Fórum da terceira semana de Informática Educativa I

Neste fórum refletiremos sobre o tema, a partir das perguntas:

1- O que é criatividade ?
2- Você se considera uma pessoa criativa ?

3- Qual a importância da criatividade no uso da Informática na Educação?





1- Criatividade pra mim é sempre perceber a possibilidade de transformar coisas e de adequar a situações.

Ao ler o artigo de Mauro Maldonato e Silvia Dell'Orco e ver o sensacional vídeo de Ken Robinson, pude perceber a semelhança de ideias quando  os autores do artigos ressaltam a sugestão de Von Foester  ( pag. 9) com  a parte do vídeo que Ken  conta sobre a apresentação das crianças, ele chama atenção para a disposição que nós temos que ter em errar, pois quem não se permitir a errar, fatalmente não terá possibilidade de ter uma ideia original.

"Sem o erro estamos criando indivíduos sem criatividade."
Ken Robinson

2. Falando da minha vida como todo, diria que sou uma pessoa super criativa, uma vez que a minha segunda paixão é o artesanato. Agora falando diretamente em prática docente, diria que eu busco ser criativa, sempre pesquisando, experimentando, buscando agentes facilitadores para o processo de ensino.  Por exemplo, trabalhar com materiais recicláveis para fazer os sólidos de Platão, cortar uma barra de sabão (paralelepípedo e cubo) para mostrar a diagonal, dobrar inúmeras vezes um folha de papel para ajudar no entendimento do conceito potência, sem contar a quantidade de softwares livres que temos para brincar e chamar a atenção da garatoda .... poxa, dá pra fazer muita coisa!

 3.Aliar criatividade e informática é um casamento perfeito, pois como os alunos gostam e dominam a informática, se sentem estimulados e à vontade com ela e, assim, sua utilização já cria um ambiente favorável à curiosidade e ao envolvimento dos discentes com a aula. O professor deve buscar exercícios e experiências que desenvolvam o raciocínio e as aptidões cognitivas dos educandos, pois os mesmos devem ser estimulados a pensar, a construir e, até mesmo, errar (como já disse anteriormente); e, assim, concluir suas próprias conjecturas. A informática se utilizada coerentemente, pode ser transformada em um instrumento motivador para o ensino, pois permite a visualização de conceitos que, somente no lápis e papel, não poderiam ser visualizados, tornando o estudo significativo e atraente. 

Tarefa da terceira semana de Informática Educativa I


Informática Educativa I: Tarefa da Semana 3
Título: Inovação X Criatividade
Aluno: Carla Soares Restier Lima Carvalho
Pólo: Volta Redonda – Rio de Janeiro

Introdução

O presente trabalho trás as principais ideias expostas no artigo escrito por Mauro Maldonato e Silvia Dell’Orco: Criatividade, pesquisa e inovação: o caminho surpreendente da descoberta e sobre o vídeo de Ken Robinson que tem como tema:  Escolas matam a criatividade?
No artigo, os autores exploram de forma ampla o termo ‘inovação’, enquanto no vídeo Ken Robinson fala sobre ‘criatividade’ e defende a criação de um sistema de ensino que valorize a criatividade do ser humano enquanto criança.

Desenvolvimento

Embora seja um tema bastante discutido, o tema ‘inovação’ ainda é uma palavra sem definição formal que atinja a complexidade do significado que ela exige. MALDONATO & DELL’ORCO dizem que esse fato gera o insucesso das diversas tentativas de “traçar os perfis teóricos e empíricos desta questão (2010). E é por tantas definições distintas e incompletas que os autores sugerem que ao invés de tentar definir o que é inovação, nós tentemos “investigar a própria natureza desse fenômeno.”
De acordo com MALDONATO & DELL’ORCO (2010):

“A inovação é uma capacidade de a mente inferir significados inusitados a partir de informações aparentemente banais; produzir respostas divergentes e criativas; olhar a realidade convencional com uma óptica insólita; gerar em suma hipóteses, cenários e soluções diferentes de maneira quase que casual, mesmo fora de uma lógica estruturada”
Ainda de acordo com os autores, para sermos pessoas inovadoras, precisamos ir contra opiniões correntes e trabalhar de forma silenciosa para fundamentar e expor nossas ideias.
E o fato do mundo já ter suas regras pré-estabelecidas, dificulta o estímulo a inovação. Fica evidente na fala de MALDONATO & DELL’ORCO: “Aliás, para que ser criativo se depois as inovações dificilmente serão aceitas, já que o sistema protege e perpetua que já existe?”

Aí nos perguntamos, qual é o ambiente mais propício para formamos opiniões e desenvolver nossas habilidades? Deveria ser na escola. Porém, KEN ROBINSON diz em sua palestra, que “todo o alicerce da educação está ruindo sob nossos pés.” E de fato, quando voltamos à atenção para como é o sistema educacional mundial, percebemos os padrões errôneos existentes. Sem falar que esse ‘padrão’ foi criado em outra era, onde as necessidades da sociedade eram outras.

Ele ressalta também que, nosso sistema está ancorado no conceito de habilidade acadêmica; todos nasceram para suprir as necessidades do industrialismo, ou seja, percebemos a cada dia que a escola enquanto instituição visa formar indivíduos de acordo somente com os interesses da sociedade e que mesmo sem saber como irá ser o futuro, nos agarramos a esta ideia: formar professores, engenheiros, médicos, etc.

Von Foester (apud MALDONATO & DELL’ORCO, 2010) sugere:

[...] já que nosso sistema educacional é concebido para gerar cidadãos previsíveis, ele objetiva amputar aqueles indesejados estados internos que geram previsibilidade e novidade. Isto é demonstrado de modo incontestável por nosso método de verificação, o exame, durante o qual só se fazem perguntas das quais já conhecemos (ou já está definida) a resposta, que o estudante deve decorar. Não seria fascinante pensar em um sistema educacional voltado a desbanalização dos estudantes, ensinando-lhes ‘perguntas legítimas’, perguntas cuja resposta não se conhece?
KEN ROBINSON defende a valorização do dom de cada um, principalmente enquanto criança, pois, quando somos crianças não temos medo de errar, de chutar, de arriscar e para o palestrante, se não estivermos preparados ao erro, fatalmente nunca teremos uma ideia original. Essa opinião fica clara quando ele conta a história das crianças no teatro, quando o terceiro menino esquece o texto e chuta: ‘Frank mandou isso aqui’. É espetacular a forma como a criança assume erros, e a escola e as pessoas de forma geral arrancam isso.
Com isso, podemos perceber a carência na inovação que MALDONATO& DELL’ORCO tratam, principalmente quando dizem: “[...] sem a energia vital da inovação o caminho rumo ao declínio esta escancarado.”
Essa definição nos remete a fala de KEN ROBINSON em sua palestra, quando ele ressalta que:

“Criatividade é um processo de ter ideias originais que possuam valor e com bastante freqüência manifesta-se através da interação de diferentes formas disciplinares de ver as coisas.”

A inovação depende da criatividade, precisamos deixar nossas atuais crianças e futuros jovens livres, valorizar o que cada um gosta e entender que cada indivíduo necessita de coisas diferentes.

E quando se trata do papel do professor MALDONATO & DELL’ORCO dizem que:

“[...] o professor tem de considerar que a informação não é instrutiva se não acontecer com um acoplamento estrutural entre dois sistemas cognitivos: do professor e do estudante. A estrada principal é viver na surpresa do desconhecido.”

Podemos perceber quão grande é a importância do professor nesse processo. Devemos estar atentos as particularidades de cada indivíduo, precisamos mudar nossos conceitos sobre inteligência, pois não é porque que um aluno não é bom em matemática que ele não é bom em tudo; temos que visar desenvolver o que cada um trás consigo.

Conclusões

É evidente que o sistema educacional precisa de uma transformação urgente, para que tenhamos indivíduos criativos para assim serem inovadores.
Na educação em especial precisamos ter essa disposição ao erro, pois é no erro que podemos ‘traçar’ caminhos que facilitem o processo de ensino-aprendizagem. Ser criativo é perceber a possibilidade de transformar coisas e de adequar a situações e se tratando de ensino isso pode ser o ponto crucial entre o fracasso e o sucesso.
Precisamos valorizar os dons e habilidades de nossos alunos, enquanto educadores e formadores de opinião temos que estar atentos as diversas situações que surgem no dia a dia.




Referências

MALDONATO, Mauro; DELL’ORCO, Silvia; Criatividade, pesquisa e inovação:  caminho surpreendente da descoberta. B. Téc. Senac: a R. Educ. Prof., Rio de Janeiro, v. 36, n.1, jan./abr. 2010

ROBINSON, KEN – Escolas matam a criatividade? Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=aQym7WkF5ks

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tarefa da segunda semana de Informática Educativa I


Informática Educativa I  : Tarefa da Semana 2
Título: Aprendizagem Cooperativa e a EAD
Aluno: Carla Soares Restier Lima Carvalho
Polo: Volta Redonda – Rio de Janeiro
Introdução

O Ensino a Distância combinado com a internet surge como novo modelo educacional a fim de suprir a novas demandas educacionais que caracterizam o mundo atual. As instituições que oferecem essa modalidade de ensino buscam sempre o melhor uso da mesma a fim de promover o processo de ensino-aprendizagem de forma significativa.
Os recursos das novas tecnologias permitem ambientes de ensino agradáveis que favorecem a troca de conhecimento e o compartilhamento de experiências.
Nesta vertente, cabe ressaltar que o ensino a distância visa à construção do conhecimento de forma cooperativa, ou seja, o educando passa a ser ator principal nesse processo do conhecimento.
O presente texto focará na importância da aprendizagem cooperativa no ensino a distância nas comunidades virtuais.

Desenvolvimento

De acordo com Paiva:

“As comunidades virtuais funcionam como sistemas complexos, pois o todo é maior do que a soma de seus integrantes. O conceito de inteligência coletiva está assentado no princípio de que o saber está contido na humanidade e não nos indivíduos, pois ninguém sabe tudo, mas todos sabem alguma coisa”

Todo mundo sempre tem algo a ensinar e também algo a aprender, por isso no ensino a distância é suma importância os atores envolvidos estarem abertos a troca de experiências, de conhecimentos e também estarem propensos a receberem críticas, pois uma crítica bem fundamentada pode contribuir para o aprendizado do indivíduo e do grupo.

Cooperar segundo Argyle (1991, apud CAMPOS et al, 2003, p.25) “é atuar junto, de forma ordenada, no trabalho ou relações sociais para atingir metas comuns. As pessoas cooperam pelo prazer de repartir atividades ou para obter benefícios mútuos.”
Em meu ver, a maior vantagem que o ensino a distância trás é o fato das pessoas envolvidas poderem expor suas opiniões de forma direta, visto que muitos dos discentes quando estão dentro de uma sala de aula deixam de aprender e também de ensinar muita coisa devido a esta dificuldade do cara a cara.
A aprendizagem cooperativa é vital para a construção do conhecimento, pois desenvolve competências do trabalho em grupo e as relações interpessoais.

Woodbine (1997 apud CAMPOS et al, 2003 p.27) ressalta que a abordagem  da aprendizagem cooperativa se sustenta em seis pontos fundamentais:

· responsabilidade individual pela informação reunida pelo esforço do grupo;
· interdependência positiva, de forma que os estudantes sintam que  ninguém terá sucesso, a não ser que todos o tenham;
·  melhor forma de entender um dado material, tendo que explicá-lo a outros membros de um grupo;
· desenvolvimento de habilidades interpessoais, que serão necessárias em outras situações na vida do sujeito;
· desenvolvimento da habilidade para analisar a dinâmica de um grupo e trabalhar com problemas – forma comprovada de aumentar as atividades e envolvimento dos estudantes; e
· um enfoque interessante e divertido.


Diversos são os benefícios que a aprendizagem cooperativa trás, o aluno é não é mais um indivíduo que só recebe conhecimento como acontece no ensino convencional (presencial), ele passa a ter papel fundamental para o seu próprio conhecimento e também ao desenvolvimento do grupo e o professor deixa de ter papel central para ser o mediador nessa construção do saber.

ARAUJO diz que “a força motriz que baliza a aprendizagem cooperativa atua no sentido da construção do conhecimento pelo aluno através da sua participação ativa no processo de edificação do saber individual e coletivo.”

Conclusões


O ensino a distância juntamente com a internet têm promovido mudanças nos paradigmas da educação tradicional. Muito se tem a fazer para conceber a excelência nessa nova modalidade de ensino.

É evidente que a aprendizagem cooperativa é essencial para este tipo de processo, uma vez que todos os envolvidos possuem papéis e responsabilidades semelhantes: buscar construção de conhecimento de forma sólida e complexa.

Podemos verificar isso na fala de Pierre Lévy (1998, apud PAIVA):

“O saber da comunidade pensante não é mais um saber comum, pois doravante é impossível que só ser humano, ou mesmo um grupo, domine todos os conhecimentos, todas as competências; é um saber coletivo por essência, impossível de reunir em uma só carne.



Referências Bibliográficas

PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira – Comunidades virtuais de aprendizagem e colaboração.


CAMPOS, Fernanda C. A. et al. - Cooperação e aprendizagem on-line. Rio de Janeiro:
DP&A, 2003. 


ARAUJO, Hélio Dias de – Aprendizagem cooperativa na educação a distancia on-line.

Fórum da segunda semana de Informática Educativa I


Início da segunda semana do curso,
Na semana 1 nos apresentamos para que pudéssemos nos conhecer melhor e saber das expectativas de cada um em relação a este curso.

Nesta semana, com base no texto disponibilizado na plataforma - Recurso Esconder dos estudantes: Artigo :: Comunidades Virtuais de Aprendizagem e Colaboração - faremos:
  • Primeiro: Ler o texto Comunidades Virtuais de Aprendizagem e Colaboração e comparar com o item 1.2.3 Sócio-Interacionismo do e-book estudado na semana anterior.
  • Segundo: Colocar suas contribuições aqui no fórum sobre o tema Aprendizagem Cooperativa e a EaD, e sobre a sua vivência neste curso até este momento. Vamos entender o que é aprendizagem colaborativa e como construir conhecimento através da interatividade dos fóruns de discussão. Cada contribuição deve ter no máximo 200 palavras. Importante: Vale 3 pontos na nota da semana.


Contribuições:
"[...] mas, a internet, além de, também, transmitir dados em grandes volumes, vem se destacando por ser um instrumento de construção coletiva de conhecimento, pois permite a interação entre muitas pessoas." A internet é uma fonte inesgotável de conhecimento, basta sabermos filtrar o que é bom. A internet nos permite conhecer culturas diferentes, eu particulamente tive uma experiência pequena em EAD, foi quando fiz um cursinho de férias: o MOODLE, onde percebi o quanto que a participação de amigos nos fóruns foi essencial para a obtenção de conhecimento. A troca de ideias, experiências e críticas enriquecem o conhecimento. Também participo do grupo de professores de matemática do Google, diariamente recebo e-mails contendo dúvidas, sugestões de livros, sites, artigos e informações. Tem muita coisa bacana lá e pra quem não conhece fica a dica!

Tarefa da primeira semana de Informática Educativa I


Informática Educativa I: Tarefa da Semana 1
Aluno: Carla Soares Restier Lima Carvalho
Pólo: Volta Redonda/RJ
Resumo:

Como todo processo de evolução da espécie humana, o Ensino a Distância surgiu da necessidade de se levar conhecimento e educação a pessoas que não teriam acesso a formação convencional (presencial). De acordo com CAMPOS, COSTA E SANTOS:
Uma das causas da exclusão social no Brasil é a impossibilidade de formação profissional fora dos centros urbanos, que sempre discriminou os jovens que não podem se deslocar das suas cidades do interior dos Estados para estudar num campus universitário, ou que mais recentemente, não tem como arcar com mensalidades das instituições particulares. A Educação precisa ser inclusiva, com qualidade e ao longo de toda vida. (2007, p.1)


ALMEIDA evidencia a importância do Ensino a Distância quando diz que a mesma surgiu com a “preocupação da disseminação e da democratização do acesso à educação para atender a grande massa de educandos.”

Discentes geograficamente prejudicados se beneficiam com esse novo modelo educacional que até então acontecia através dos correios, rádio e televisão.
É impossível não perceber que as novas tecnologias têm um grande potencial pedagógico e, quando incorporados à educação de maneira adequada, se tornam um agente de dinamização da aprendizagem e da abertura de novos canais de diálogo entre o professor e o aluno, além de oferecerem novas maneiras de organizar o conhecimento.

CAMPOS, COSTA E SANTOS (2007, p.1) ressaltam que “tendo em vista o rápido avanço tecnológico que estamos vivenciando e o advento de novos meios de comunicação, muitas instituições vêm procurando integrar suas práticas tradicionais com esse novo modelo educacional.”

O Ensino a distância traz uma renovação de métodos pedagógicos, fazendo com que o professor deixe de ser um mero entregador de conhecimento pronto e passa a construir o conhecimento com aluno.
Mas para que esses métodos tenham resultados positivos é necessário que um curso a distância seja bem elaborado, com a intenção de superar a separação física existente entre professor e aluno, procurando melhorar a interatividade entre eles (CAMPOS, COSTA E SANTOS; 2007, p. 12).

Ainda de acordo com CAMPOS, COSTA E SANTOS (2007, p.12) “o computador e as redes de comunicação se convertem em elementos fundamentais no processo de comunicação virtual e a web entra como uma ferramenta que permite o acesso a um mega sistema de informação.”

Para que o ensino a distância ocorra com qualidade é necessário criar um ambiente virtual de aprendizagem favorável, contendo ferramentas essenciais para promover a comunicação entre os envolvidos.
CAMPOS, COSTA E SANTOS (2007, p. 18) ressaltam algumas características e funcionalidades presentes na maioria das plataformas de EAD:

·                     Oferecer ferramentas para disponibilizar material didático virtual para os alunos e link para outros sites na web;
·                     Oferecer ferramentas para avaliar o progresso e o desenvolvimento dos alunos;
·                     Oferecer ferramentas para administrar avaliações, testes e exercícios, mantendo os resultados armazenados;
·                     Oferecer ferramentas para ajudar os professores e administrarem aulas e notas;
·                     Facilitar a edição /criação das páginas na web;
·                     Oferecer ferramentas de cadastro de usuários e de portfólios individuais;
·                     Oferecer uma grande diversidade de ferramenta de comunicação.

No ambiente virtual, a aprendizagem não é um processo pronto e acabado, para que ocorra o processo de ensino-aprendizagem é necessário que os envolvidos (professor, aluno, tutor) tenham participação ativa na construção do saber, portanto, é necessário que todos estejam comprometidos.

Gatti (2005, apud CAMPOS, COSTA E SANTOS) considera que a interatividade, é uma das principais qualidades de programas de EAD e deve ser constante, continuada, atenciosa e cuidada.
Esta interatividade atua como um dos principais quesitos no processo educacional no EAD, uma vez que no processo de ensino-aprendizagem, os envolvidos se ajudam, cooperam , se complementam, atuando como parceiros entre si.
Vale ressaltar, que no EAD é muito importante respeitar as particularidades do público alvo, levando em conta suas necessidades e realidade do mesmo para definir quais melhores tecnologias e metodologias deve ser utilizadas.

CAMPOS, COSTA E SANTOS sintetizam que:

O processo educacional realizado a distância envolve a articulação de uma série de ações pedagógico-administrativas, onde se destacam a construção do material, a estrutura de tutoria, a montagem da infra-estrutura, a gestão do sistema, as formas de interação e a participação de todos os atores e as diferentes formas de avaliação (2007, p.29).

O Ensino a Distância na atualidade é uma necessidade que a população tem, uma vez que consegue atingir os quatro cantos do país, proporcionando realização pessoal e profissional de tantos educandos que não teriam a possibilidade de obter tal formação se não fosse através do EAD.


Referências:
Campos, F. C. A.; [et al.]. Fundamentos da educação a distância, mídias e ambientes virtuais. Juiz de Fora: Editar, 2007. 
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de – PUC/SP - Tecnologia e educação à distância: abordagens e contribuições dos ambientes digitais e interativos de aprendizagem; GT: Educação e Comunicação/n.16. Disponível em: www.anped.org.br/reunioes/26/trabalhos/mariaelizabethalmeida.rt
Acesso dia: 05/02/2012